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Teóricos da América Latina

Celacom 2010 discutiu hibridismo na América Latina

Depois que o Ciespal se instalou na América Latina (AL), em Quito (Equador), mediante o mote de promover melhorias  dos profissionais e o preparação e o difusionismo de modelos de pesquisa, a semente da discórdia parece ter funcionado, pois neste período em muitos dos países da região prevalecia sistemas ditatoriais cerceadores da liberdade.

Portanto, desde  a década de 50, a AL foi —poder-se-ia dizer— instigada a pensar a comunicação, permitindo reviravoltas contra a hegemonia em relação aos países de 1º Mundo e, porteriormente, a tentativa de traçar uma identidade própria. Neste cenário, vários pesquisadores contribuiram dentro de alguns centros de estudos, como Ceren, Ilet e Ininco.

A proposta desta página é justamente averiguar onde estão, até onde foram e no que colaboraram estes personagens pouco mencionados e na maioria das vezes esquecidos. Uma equipe de estudantes da FAAT, resolveu realizar um levantamento destes pesquisadores a partir da escolha de alguns nomes. A estrutura desta busca no entanto é embrionária, e neste momento serve apenas para localizá-los e reapresentá-los aos leitores.

As postagens na forma de comentários serão instaladas visando dar conta disso  em no máximo quatro parágrafos. Esta iniciativa pretende ser um piloto de algo maior  e mais denso, de modo a associar conteúdo histórico, estado da arte, perfis e o resgate dos pioneiros, construtores e continuadores do sonho latino americano ligado a um modelo teórico viável de comunicação para a América Latina.

38 Comentários»

  Cleonice de Oliveira wrote @

Cleonice de Oliveira Santos

Grande escritor, usado como espelho quando se fala de assuntos que diz respeito à informação e mídia, Antônio Arnaldo Pasquali Greco nasceu na Itália em 20 de junho de 1.929, graduou-se em Filosofia na Venezuela, obtendo o título de doutor em Filosofia em na Universidade de Paris. Professor de Ética e Filosofia na Universidade da Venezuela, seu carreira poderia seguir a de tantos outros filósofos e seguir a área de comunicação, porém suas idéias revolucionárias fizeram que seu nome se tornasse referência pelos estudiosos de comunicação na América Latina com seu livro publicado na década de 60 sobre comunicação e cultura de massas. Que traz crítica à pesquisa funcionalista e conformista praticada nas escolas de comunicação do subcontinente.
Pasquali é considerado pai da pesquisa crítica na região por Thomas Tufte por ter criado e publicado o livro “Comunicación y Culturas de Masas, além de ser “o primeiro a levantar questões quanto ao uso e atitudes acríticas em relação à comunicação de massas”. Rafael Roncagliolo considera Pasquali o pioneiro fundador do estudo latino americano de comunicação.Um de seus pensamentos é que comunicação é diferente de informação, a comunicação é baseada no diálogo, já a informação é unilateral que parte de um transmissor institucionalizado para um receptor.
O conteúdo de seu livro trata sobre política, dado numérico e comparativo dos jornais, dos rádios das telecomunicações e do correio venezuelano funcionando como um indicador da situação da comunicação no país, além de compará-los a exemplos de países europeus. Com o livro pretendeu fazer com “que devemos aprender a pensar simultaneamente em todos os canais e formas de comunicação, pessoais e sociais, pela elementar razão de que eles constituem um sistema indissolúvel e porque nada – nem a esfera das decisões nem da reflexão crítica – o está fazendo assim.”
Graças à participação de Antônio Pasquali a pesquisa denúncia se tornou um dos principais teóricos da região com sua criação de grupos paradigmáticos como o Ininco e a Alaic. Mesmo tendo completado 81 anos, Pasquali continua ativo contribuindo para a vida social e política de Caracas. No ano passado foi entrevistado para falar sobre o encerramento da televisão privada Globovisíon, e fez muitas reclamações contra a forma do governo venezuelano gerencia a Comunicação Social Pública

http://es.wikipedia.org/wiki/Antonio_Pasquali
http://www2.metodista.br//unesco/PCLA/revista2/artigos2-2.htm
http://www.ciespal.net/chasqui/index.php?option=com_content&view=article&id=124:

  WillWeb wrote @

Cleonice, seu texto está bem interessante e dá para conhecer Pasquali e ver seu vigor.
Parabéns

  Mayra Bondança e Tamiris Nassif wrote @

Héctor Mujica e sua participação na Escola Latino-Americana

Nascido no ano de 1927 em Carora, Venezuela, Héctor Mujica faz parte da geração de pensadores que adotaram o marxismo como teoria de abordagem da realidade latino-americana. Filho do pediatra Pastor Oropeza e de Carmem Mujica, formou-se em jornalismo pela Universidade do Chile, foi professor universitário e também político. Em 1944, ingressou na organização política União Popular Venezuelana, movimento legal do Partido Comunista da Venezuela (PCV). No ano seguinte, vai a Universidade Central da Venezuela para estudar economia, se forma e parte para a Escola de Filosofia, onde consegue, em 1951, licenciatura em Filosofia e Letras. Ainda vai à Paris, onde se diploma em Estudos Superiores em Psicologia e Psicopatologia, pela Universidade de Paris e o Hospital Santa Ana.

Seu nome ficou conhecido com sua luta política pelas causas populares e pelo socialismo. Em 1959, conseguiu chegar ao Congresso Nacional como deputado suplente do Distrito Federal pelo PCV, o que não impediu sua prisão em 1962. Depois, em 1969, foi deputado principal do estado Lara pela União para Avançar (UPA). Em 1978, se candidatou à presidência pelo PCV, sendo qualificado por conseguir espalhar as abordagens e ideais de seu partido a todo o país. Para ele, a política deve sempre lutar pela paz e é inconcebível e incompreensível os grandes gastos do governo em tecnologias para construção de armas de destruição em massa.

Toda sua obra traz sua visão sobre os aspectos mais importantes e preocupantes da história humana no período em que vivemos, do capitalismo neoliberal e globalizado. Entre elas, as de mais destaque são: Pez dormido (1947), Las tres ventanas (1970), Cuento de todos los diablos, La noche de los ayamanes, Chile desde adentro y Venezuela desde afuera, La historia de una silla (1958), El imperio de la noticia (1967), Los tres testimonios y otros cuentos (1967), Sociología de la comunicación (1980).

Sua contribuição à Escola Lationo-Americana pode ser vista em sua luta contra os padrões estabelecidos por um estado que não visava o bem-estar e a paz da população menos favorecida, a maioria. Héctor Mujica foi o fundador da Escola de Jornalismo, agora Escola de Comunicação Social da Universidade Central da Venezuela (UCV). Faleceu em fevereiro de 2002, na cidade de Mérida, aos 74 anos.

Fontes:
http://www.highbeam.com/doc/1P1-50287553.html
http://es.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9ctor_Mujica
http://circulobolivarianofabriciojeda.blogspot.com/2009/04/hector-mujica-un-luchador-incansable.html
http://www.scielo.org.ve/scielo.php?pid=S1315-52162010000100007&script=sci_arttext

  WillWeb wrote @

Mayra e Tamiris, um trabalho interessante sobre o Mujica. Tem-se a dimensão do que fora. Gostei também das fontes pesquisadas.
Parabéns!

  Ana Gabriela Storai Coutinho wrote @

Rafael Roncagliolo nasceu em 1944, em Lima-Peru. Sociólogo, jornalista e professor universitário. Exerceu como professor na Academia Diplomática do Peru, em graduação de Sociologia na Universidade Nacional de São Marcos, na Universidade de Lima, na Universidade de Québec em
Montreal, Ibero-americana de México e a Pontifícia Universidade Católica de Equador. Ainda, foi Chefe do Departamento de Ciências Sociais na Pontifícia Universidade Católica do Peru.
Desde 1982 até 1986, foi Vice-presidente da Associação Internacional para a Pesquisa de Comunicação em Massa, e membro do Comitê de Conselho Executivo do World Radio and Televisión., patrocinado pela UNESCO.
Dentre toda sua trajetória participou de organizações importantes nos movimentos peruanos.
Desde janeiro de 2003 é Diretor do Programa do organismo intergovernamental do Peru.
Escreveu livros e numerosos artículos sobre comunicação, sistemas políticos e análises eleitorais.
Dirigiu diários, revistas, programas de televisão e de radio. Foi colunista e correspondente de Le Monde Diplomatique, Entreviu em Cadernos del Tercer Mundo, entre outras publicações.
Rafael Roncagliolo participa ativamente da longa luta por democratização das comunicações que vem sendo produzidas na América Latina. Em textos traz a
relação entre o funcionamento dos meios de comunicação e os sistemas políticos, visibilizando deste modo, a necessidade de democratizar as estruturas comunicacionais com o objetivo de garantir o direito de acesso da sociedade civil aos meios de comunicação.

  WillWeb wrote @

Ana Storai, seu texto está legal e dá uma rápida visão deste pesquisador da comunicação. Senti falta de uma produção mais recente.
Parabéns

  Diego Piovesan e Tamara Gonçalves wrote @

Joffre Dumazedier.

Durante o governo de Kennedy foi realizado um Plano de Ajuda à América Latina no que tange à saúde, à educação e ao desenvolvimento das zonas rurais. Isso significa que a ajuda que o universo latino-americano recebe é norte-americana, por mais que o plano de desenvolvimento seja positivo, sempre tem a dependência e a dominação.

Em 1959, o Ciespal instala-se em Quito e oferece cursos profissionalizantes que atuam nas diversas áreas da comunicação de massa. Os temas pesquisados são: Comunicação e Modernização; Rádio e Televisão (teleeducação); e Liderança de opiniões.

As metodologias e pesquisas utilizadas eram as quantitativas e a de análise de conteúdo. Criou-se, então, um modelo difusionista e instrumental adotado para a comunicação rural na América Latina

Os pesquisadores mais importantes são:

Wilbur Schramm, Raymond Nixon, John Mc Nelly, Jacques Kayser e Joffre Dumazedier.

Joffre Dumazedier nasceu em Taverny, na França, no dia 30 de dezembro de 1915 e morreu no dia 25 de dezembro de 2002. Dumazedier foi um importante sociólogo francês pioneiro nos estudos do lazer e de formação escolar. Autor de diversos livros, dentre eles: “Sociologia Empírica do Lazer” (ISBN: 9788527301855) e “Lazer e Cultura Popular” (ISBN: 9788527302197), ambos publicados no Brasil.

  WillWeb wrote @

Diego e Tamara, o texto mostra o autor, mas muito ligeiramente. legal se tivesse as últimas contribuições e as fontes.
VALEU!

  Mauro Geraldo wrote @

Juan Somavia é formado em direito pela Universidade Católica do Chile. Desde que se formou, Somavia já assumiu diversos papéis, como por exemplo, foi embaixador e Assessor para Assuntos Econômicos e Sociais do Ministro das Relações Exteriores do Chile, encarregado de temas multilaterais, inclusive a OIT (1968-1970), Embaixador do Chile no Pacto Andino, no qual foi membro e Presidente da Junta Executiva (1970-1973), Secretário-Executivo da Associação Latino-Americana de Livre-Comércio no Chile, Presidente da Terceira Comissão da Assembléia Geral das Nações Unidas, de Assuntos Sociais, Humanitários e Culturais (1990-1991), Representante do Chile no Conselho de Segurança da ONU (1996-1997), do qual foi presidente entre abril de 1996 e outubro de 1997 entre outras funções.
Somavía também foi Presidente da Comissão Internacional da coalizão de centro-esquerda chilena, como representante do Partido Democrata Cristão, e fundador e Secretário-Geral da Comissão Sul-Americana para a Paz entre 1986 e 1990.
Entre 1978 e 1980, representou a América Latina junto com o escritor Gabriel García Márquez na Comissão que elaborou o Relatório MacBride para a Comunicação Internacional.
A última informação que obtive dele, ou seja, a ultima noticia é que Juan Somavia, em 1999, foi eleito nono Diretor geral da OIT, na primeira vez em que foi escolhido um representante de um país em desenvolvimento.

http://www.ilo.org/public/english/…/biography.htm

http://www.ilo.org/public/portugue/region/eurpro/lisbon/pdf/newsl_17.pdf

  WillWeb wrote @

Mauro Pereira, seu texto está bem escrito, com abertura que dá o status do Somavia, mas o ponto central que é a comunicação ficou muito depreciado.
Senti falta das obras e mesmo de uma conclusão
Mas valeu!

  Mariana e Rodrigo wrote @

Ariel Dorfman é escritor, pensador e professor, além disso é considerado um dos maiores e melhores intelectuais contemporâneos da América Latina. Apesar de ter nascido na Argentina, ainda criança se mudou para o Chile, país onde Ariel presenciou o golpe de Estado de 1973.
Assim que i golpe no Chile acabou, Ariel e sua família retornaram para os Estados Unidos. Em seus pensamentos contra Pinochet, Ariel acreditava que ser um “Pinochet” já é de antemão um fardo muito ruim, uma espécie de sentença existencial . Ao ser exilado nos EUA, Ariel Dorfman tinha a crença que o exílio de pensadores de esquerda e socialistas em países ricos europeus e nos EUA, era uma forma de falsa guarda de idéias políticas dentro das economias centrais.
Ele defende uma idéia de superação de sistema de mundo, no qual todos nós somos o sistema e nele fazemos parte, portanto é impossível atacar o sistema, mas possível implodi-lo em suas concepções sociais, buscando uma renovação de dentro do sistema de mercado e político.
Ariel Dorfman ficou muito conhecido com o livro “Para Leer El Pato Donald” escrito em co-autoria com Armand Mattelart. Esse livri ficou tão conhecido que foi traduzido para mais de e 30 línguas.
Atualmente, Ariel vive em Durham, na Carolina do Norte, EUA. É professor na faculdade Duke University. No livro “Como Ler o Pato Donald” (título em português), o autor faz duras críticas ao imperialismo cultural e a força da mídia de massa, principalmente executada pelos EUA em sua indústria cultural.
O escritor alcançou sucesso considerável com outros livros : “Patos, Elefantes y Héroes”, “Acércate más y más : cuentos completos”, entre outros.
Sua obra mais recente é “A Cidade em Chamas”, onde Ariel escreveu em parceria com o seu filho Joaquín Dorfman.

http://www.wook.pt/Authors/detail/id/24634
en.wikipedia.org/wiki/Ariel_Dorfman
http://www.personal.psu.edu/…/DorfmanSite/…/dorfman.html

  WillWeb wrote @

Gostei do texto, pois parece estar dentro do solicitado. Interessante os pensamentos dele e mesmo as obras citadas. Mas senti falta de uma conclusão e outras fontes.
Legal!

  Janaina e Danilo wrote @

Marta Colomina Reyero é um famosa jornalista venezuelana que foi vítima de intimidação, ameaças e violência por o seu trabalho.
Ela se formou com licenciatura em Jornalismo pela Universidad del Zulia, em Maracaibo, depois continuou seus estudos de pós-graduação na Universidade de Barcelona. Trabalhou como chefe da Escola de Comunicação e chefe do Departamento de Investigação em Comunicação e Opinião Pública, e também atuou como presidente da Associação Venezuelana de Comunicação Investigadores.
Colomina serviu como presidente da estatal venezuelana estação de televisão VTV e foi diretora do jornal El Nuevo País. Ela começou a apresentar o programa matinal “La Entrevista” , ficou no cargo por quase 10 anos, mas foi forçada a sair em março de 2005, após funcionários do governo, incluindo o Vice-Presidente, que começou a ameaçar e até mesmo multar a Televen na tentativa de pressioná-los a parar com o programa.
Ainda há possibilidades de ouvi-la, através da rádio nacional da União de rádio, onde realiza entrevistas e trabalha como radialista. Sua coluna de jornal de domingo “Feedback” chefes da seção de opinião no jornal nacional El Universal. Ela recebeu inúmeros prêmios por seu trabalho como comunicadora social, professora, jornalista e pesquisadora.
Seu estilo é caracterizado por investigação aprofundada e crítica direta do governo venezuelano, isso provoca uma resposta agressiva da parte dos representantes do governo e partidários do governo.
Ficou conhecida em 1998, pois começou a criticar a campanha presidencial de Hugo Chávez.
As ameaças, perseguições e agressões físicas e verbais contra Marta continuaram. O recente ataque mais violento ocorreu em 14 de fevereiro de 2008, quando os policiais que servem de segurança para Marta foram baleados e feridos por quatro homens armados. Um deles ficou gravemente ferido com um tiro no rosto.
http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://www.caracasnine.com/cgi-local/content.cgi%3Fl%3Deng%26n%3D4&ei=GZXtTPL6BYG88gb9yICGAQ&sa=X&oi=translate&ct=result&resnum=2&ved=0CDIQ7gEwAQ&prev=/search%3Fq%3DMarta%2BColomina%26hl%3Dpt-BR%26biw%3D1366%26bih%3D643%26prmd%3Dio

  WillWeb wrote @

Janaina e Danilo, o texto está realmente muito bom e mostra o perfil aguerrido de Colomina. No país que vive, sobretudo com o chavismo, a mídia e os profissionais certamente sofrem atentados.
Parabéns

  Alessandra e Henrique Gonçalves wrote @


Paulo Freire nasceu em 19 de setembro de 1921 em Recife. Sua família fazia parte da classe média, mas Freire vivenciou a pobreza e a fome na infância durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os mais pobres e o ajudaria a construir seu revolucionário método de alfabetização. Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África.
Paulo Freire foi um educador e filósofo brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.
A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado primeiramente em Pernambuco.
O envolvimento de Paulo Freire nos movimentos populares do nordeste, mostra sua opção pelas camadas menos privilegiadas da população.
O método Paulo Freire, seu mais fomoso método, propõe e estimula a inserção do adulto iletrado no seu contexto social e político, na sua realidade, promovendo o despertar para a cidadania e transformação social. É a leitura da palavra, proporcionando a leitura do mundo.
Esse método é mais do que um método que alfabetiza, é uma ampla e profunda compreensão da educação que tem como cerne de suas preocupações a natureza política.

bibliografias:
http://www.scielo.oces.mctes.pt/scielo.php?pid=S1645-72502005000100014&script=sci_arttext

http://webdelprofesor.ula.ve/nucleotachira/oscarg/materias/epistemologia/lecturas/freire.pdf

  WillWeb wrote @

Alessandra e Henrique, interessante o texto sobre o Paulo Freire. Noto que vcs focaram mais o aspecto da educação, deixando de lado o da comunicação em si. Não percebi também as obras do autor. Mas certamente seu método revolucionário merece atenção.
Parabéns

  Artur e Barbara wrote @

Rafael Rancagliolo é um sociólogo e jornalista peruano. Trabalhou como jornalista na direção de jornais e programas de rádio e televisão. Rafael foi consultor do Instituto Interamericano de Direitos Humanos, a UNESCO, a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Organização dos Estados Americanos (OEA), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Junta do Acordo de Cartagena (Junta), o Sistema Econômico Latino-Americano (SELA), a Fundação Internacional para Sistemas Eleitorais (IFES), o National Democratic Institute (NDI), e agências do governo dos EUA (USAID), a Itália ea República Federal Alemanha.
Secretário-geral e membro fundador da organização peruana Asociación Civil Transparencia, desde a sua fundação em 1994 até dezembro de 2002. Director do Peru’s International IDEA (Instituto para a Democracia e Assistência Eleitoral) desde janeiro de 2003. Membro do Conselho Mundial de Rádio e Televisão, promovido pela UNESCO (1994-1997). O vice-presidente da Associação Internacional de Pesquisa de Comunicação de Massa, IAMCR / AIERI (1982-1986). IPAL membro (Instituto para a América Latina, com sede em Lima). Membro Honorário da Federação das Escolas de Comunicação na América Latina (FELAFACS). Ele foi presidente da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (AMARC), entre 1995 e 1998.
Seu pai, Rafael Roncagliolo,era um analista político de renome, foi forçado a deixar provisoriamente o país com sua família, devido a tensões políticas com o governo militar 1968 liderada por Juan Velasco Alvarado .
Rafael Roncagliolo é sociólogo, jornalista e consultor internacional e conferencista em universidades no Peru e outros países.
Todos os cargos oferecidos e admitidos por Rafael mostram a competência e a dedicação desse sociólogo.

  WillWeb wrote @

Artur e Barbara, Roncagliolo certamente foi bastante atuante, tal como mostram. Mas senti a ausência de um foco mais na comunicação. Também apreciaria saber as fontes que adotaram para ampliar conhecimento.
Valeu!

  Bruna e Willian wrote @

Fernando Reyes Matta

Fernando sempre foi estudioso, é formado em história e geografia pela universidade do Chile e no Instituto de Pós-Graduação de Ciência Política na Universidade Católica do Chile. Ele também foi professor da Escola de Jornalismo da Universidade Católica do Chile, e Universidade Andrés Bello entre, atuou também em outras universidades em Barcelona, México e Madri.
Foi junto com Juan Somavia o fundador do Instituto Latino-Americano de Estudos Transnacionais nos anos setenta e trabalhou para definir novas formas de “mídia alternativa”. Fernando foi também membro da Comissão Especial da UNESCO, responsável pelas questões de comunicação.
Além de todos os cargos exercidos por ele, Fernando ainda era autor, e escreveu o estudo “O brilho da informação da América Latina”, que está incluído no livro “A Informação na Nova Ordem Mundial , que teve um grande impacto em toda a região. Este artigo analisa como a América Latina, apesar dos avanços tecnológicos e estudos em teoria da comunicação, ainda vive em um estado dependente de notícias internacionais, com agências de notícias transnacionais.
Em 1992 ele foi nomeado Diretor de Imprensa da Missão do Chile nas Nações Unidas, em Nova York, com ênfase especial em estratégias de comunicação para o desenvolvimento Social da cúpula. Foi diretor de Assuntos culturais e de informação, Ministério das Relações Exteriores do Chile, foi International Press Assessor do Presidente da República (2000) e embaixador da República Popular da China (2006).
Fernando mostra, pelos cargos que recebeu e que exerce ou exerceu muita competência e dedicação a área de comunicação. Vale falar que Fernando também foi membro do comitê científico InfoAmericas.
Entre seus livros estão: Helder Camara: A Universidade ea Revolução (Santiago de Chile, 1969), A Informação na Nova Ordem Internacional (México e São Paulo, 1978) e Igreja, a imprensa e os militares: o caso Latinamericano Riocamba. Ele também participou em numerosas obras coletivas, como a identidade e as novas mídias.Comunicação na utopia ou realidade da América Latina(Comunicação, Madrid, 1995).

Bibliografias
http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=es&u=http://buscador.emol.com/emol/Fernando%2BReyes%2BMatta&ei=2JPtTM3vI8H-8Abs8OWdAw&sa=X&oi=translate&ct=result&resnum=9&ved=0CE4Q7gEwCA&prev=/search%3Fq%3DFernando%2BReyes%2BMatta%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DX%26biw%3D1366%26bih%3D643%26prmd%3Dibo
http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://himalayanconsensus.org/people/contributors/fernando-reyes-matta&ei=2JPtTM3vI8H-8Abs8OWdAw&sa=X&oi=translate&ct=result&resnum=10&ved=0CFYQ7gEwCQ&prev=/search%3Fq%3DFernando%2BReyes%2BMatta%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DX%26biw%3D1366%26bih%3D643%26prmd%3Dibo

  WillWeb wrote @

Bruna e William, nota-se um esforço em provar que Reyes Matta efetivamente contribuiu e ainda atua pela AL. Prova disso são algumas das obras citadas, mas acima disso o empenho dele em querer mudar cenários.
Parabéns!

  Fernanda Faralhi e Bruno Fortunato wrote @

Hector Schmucler, nasceu em 18 de Julho de 1931 e se tornou um sociólogo argentino e semioticista, ou seja, ele pode atuar nas mais diversas áreas, como, comunicação de um modo geral; publicidade e propaganda, especialmente quanto à análise e desenvolvimento de marcas, enfim, todo e qualquer campo que envolva o estudo ou a aplicação de técnicas comunicacionais.
Para ser semioticista, Hector estudou entre 1966 e 1969 semiótica na Ecole Pratique des Hautes Etudes , sob a orientação de Roland Barthes .
Depois de formado, Hector fundou a revista Past and Present , com José María Aricó , Oscar del Barco e Kiczkowski Samuel. Todos eles foram os primeiros a abordar o campo dos estudos de comunicação no país, influenciada pela Escola de Frankfurt e a Teoria da Dependência .
Nos anos 70 ele fundou, em Santiago do Chile, Comunicação e revista de cultura, juntamente com Armand Mattelart e Ariel Dorfman . Em 1971 ele escreveu uma “ resenha “ do famoso livro How to Read Donald Duck .
Uma de suas principais contribuições para a ciência da comunicação foi a criação da introdução da cadeira de meios de comunicação na Faculdade de Letras da Universidade de Buenos Aires. Suas atividades tiveram que ser interrompidas devido a assassinatos e perseguições da ditadura militar.
Hector também fundou a Ciência da Computação na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires, agora a cargo de Christian Ferrer.
Hector sempre foi e ainda é considerada uma das principais figuras dos estudos de comunicação na América Latina e os textos são lidos nas universidades mais importantes de todo o mundo.
Eu trabalho mais recente foi em 1997, quando publicou uma coletânea de seus ensaios, com o nome de Anais da comunicação.
Hector é um dos poucos que ainda mora onde nasceu, em Córdoba, Argentina. Até hoje atua como professor na Universidade Nacional de Córdoba .

http://www.slideshare.net/…/teoria-hegemnica-e-comunicao-alternativa
www2.metodista.br/unesco/…/perfis%206-1.htm
http://www.linkedin.com/directory/people/smuda.html

  WillWeb wrote @

Bruno e Fernanda, o texto tem qualidade e respeita a estrutura recomendada, e parece dar um parecer sobre a atuação do autor. Senti a falta de um título que brindasse o autor, bem como mais fontes para que o leitor possa ampliar os conhecimentos.
Parabéns


Nasceu em 8 de janeiro de 1936 e se formou em direito na Universidade de Lovaina.
Em 1962, começou a carreira acadêmica na Escola de Sociologia da Universidade Católica do Chile, em Santiago. Junto com seu cargo de professor, trabalhou como especialista em desenvolvimento social no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e na Organização para a Alimentação e a Agricultura.
Trabalhou ainda para o Vaticano em estudos sobre as propostas de políticas de controle da natalidade promovidas pela Fundação Ford e a Fundação Rockefeller para a América Latina no âmbito do programa Aliança para o Progresso do presidente John Kennedy dos EUA.
Um pouco mais tarde, se tornou conselheiro para políticas de comunicação e participou diretamente de projetos de reforma da mídia. Em 1983, tornou-se professor de Ciências da informação e da comunicação na Universidade de Rennes II.
Em 1997, foi eleito para a Universidade de Paris VIII, onde continuou até se aposentar, em 2005. No mesmo ano, foi um dos signatários do Manifesto de Porto Alegre. Desde 2003, é presidente do Observatório Francês da Mídia.
Armand Mattelart é um sociólogo belga, que se especializou no estudo da comunicação internacional. Armand é autor de inúmeras obras, quase todas dedicadas ao estudo da mídia, da cultura de massa e da industria cultural, além das tecnologias de comunicação.
Fez parceria com Ariel Dorfman, e os dois escreveram o clássico estudo Para ler Pato Donald, sobre as estratégias de propaganda imperialista praticadas por revistas de histórias em quadrinhos dos Estados Unidos.
Armand Mattelart se casou com Michele Mattelart, que se tornou sua parceira na vida pessoal e profissional, os dois realizaram várias obras juntos.

http://www.forumsocialmundial.org.br/txt/mattelart.asp
http://www.uff.br/mestcii/mattelart1.htm

  WillWeb wrote @

Monica, Mauro e Rodrigo, o texto está bem escrito, não fosse de imediato não se saber de quem se fala. Mas depois isso fica claro, quando Mattelart aparece.
legal que vcs usam mais de uma fonto, incluindo o Meditsch. Senti a falta da menção de outras obras e no que está envolvido no momento, bem como o impacto disso na comunicação.
Parabéns!

  Hemerson de França wrote @

UMA VOZ CONTRA O IMPERIALISMO CULTURAL

Ariel Dorfman, 68 anos, natural da Argentina, passou sua infância nos Estados Unidos. Aos 12 anos mudou-se para o Chile, conquistando a cidadania chilena em 1967. Em 1965 licenciou-se em Literatura Comparada na Universidade de Chile. Presenciou o golpe de estado de Augusto Pinochet, se exilando logo depois na França e posteriormente nos Estados Unidos.

Escritor, jornalista, pensador e ativista dos direitos humanos, Dorfman foi professor na Universidade do Chile, na Universidade de Amsterdã, em A Sorbona de Paris, na Universidade de Califórnia, Berkeley e na Universidade de Maryland. Atualmente vive na Carolina do Norte, nos EUA e é professor de Estudos Latinoamericanos na faculdade Duke University

Dorfman tem se dedicado nos últimos anos a escrever ensaios sobre cultura popular. Seu texto mais recente, “The lessons of Chile’s past helped keep miners alive”, publicado no jornal britânico The Guardian, faz uma crítica às condições desumanas de trabalho em minas de exploração e cobra por uma nova legislação para prevenir novos acidentes como o que ocorreu recentemente na mina de San José no Chile. Ele é também autor de novelas, contos e poesias.

Ariel Dorfman ganhou reconhecimento pelos seus estudos sobre a comunicação na América Latina. Co-autor do best-seller “Para ler ao Pato Donald”, Dorfman e Armand Mattelart fazem críticas ao modelo de comunicação imperialista propagada pelos EUA através dos desenhos animados, como por exemplo o Pato Donald, da Disney. Para os autores, o enredo dos quadrinhos funciona como um manual de instrução com valores capitalistas, de como as pessoas devem se portar numa sociedade consumista e cada vez mais individualista.

FONTES
http://adorfman.duke.edu
http://pt.wikilingue.com/es/Ariel_Dorfman
http://ecalderoni.sites.uol.com.br/pp/pato.pdf
http://www.guardian.co.uk/world/2010/oct/13/chile-miners-rescue-ariel-dorfman

  WillWeb wrote @

Hemerson, seu texto está impecável. Realmente nota-se a aparição, o auge agora o status e a contínua preocupação de Dorfman, que curiosamente contribui para os meios massivos. Alénm disso, vc procurou informações em vário s locais para dar credibilidade ao que escreve.
Parabéns!

  Julia Tricoli wrote @

A tragetória de Antonio Pasquali
Nasce na Itália em 20 de Junho de 1.929, Antonio Arnaldo Pasquali Greco, filho de Arnaldo Pasquali e Antonietta Greco . Em 18 de Fevereiro de 1.948 chega à Venezuela durante a ditadura de Marcoz Pérez Jimenéz onde em 1.954, casa-se com Lucrecia Toledo Mogollón, com quem teve 5 filhos. Arnaldo ingressa na Faculdade de Filosofia e Letras, onde constrói uma amizade muito importante com Sérgio Antillono que lhe mostra o amor pelo jornalismo. Arnaldo atua como professor,cria o centros de Educação e de Audiovisual para a faculdade de Jornalismo, publica o livro “Comunicação e Cultura de Massas”,realiza cursos nas universidades de Cambridge e Oxford, participa de conferências mundiais, recebe vários prêmios de extrema importância.
Arnaldo tem uma grande paixão em viver aventuras e conhecer terras desconhecidas. Se junta ao útil e agradável, pois com a sua loucura turística, e seu cargo como Assistente Diretor Geral da UNESCO, no setor de comunicação, Pasquali tem visitado mais de setenta países, incluindo China e Síria. Pasquali tem o prazer de dividir suas viagens com seus filhos e netos, e proporcionar momentos inesquecíveis à eles. Pelo visto, a família toda tem uma curiosidade muito grande pelo desconhecido e pelas belezas naturais do planeta.
Atualmente, com seus 81 anos de idade completados em Junho deste ano, Antonio Pasquali ainda é muito bem visto, ativo e reconhecido na vida social e política de Caracas, em Vespa. Arnaldo tem uma visão muito ampliada sobre o possível fechamento do canal de televisão privado, Globovisíon e a denúncia sobre como o Governo da Venezuela maneja os meios de comunicação, e por isso tem sido entrevistado e bastante citado na mídia.
Antonio Arnaldo Pasquali Greco com seus 81 anos de idade traz uma bagagem inacreditável, um grande conhecimento e uma bibliográfica riquíssima. Ser humano mais do que dedicado, prêmios de 1972 até os dias atuais. Um profissional deslumbrante, professor, fotógrafo, fundados de diversos centros de estudo, marido dedicado, um pai presente, apaixonado por cozinha e por viagens, esse é Arnaldo Pasquali.
http://pt.wikilingue.com/es/Antonio_Pasquali

  WillWeb wrote @

Júlia, seu texto está muito bom e oferece um autor curioso e ativo. Apesar de citar sua atuação, senti falta da citação de algumas obras para quiçá pesquisar.
Parabéns!

  Natalie Sanches wrote @

Educação e Comunicação na vida de Freire

Paulo Reglus Neves Freire foi um filósofo e educador pernambucano nascido em Recife no ano de 1921 e falecido em São Paulo em 1997. Paulo Freire ficou conhecido em todo o Brasil por conta de seu trabalho voltado à educação popular. Sua família era de Classe Média mas Paulo conheceu a dura face da pobreza e da fome logo cedo durante os anos que seguiram a grande depressão econômica de 1929. Sua própria educação se iniciou durante este período sob forte influencia de teorias marxistas.

Durante toda sua vida seus esforços ligados à pedagogia se destacaram pelo interesse na alfabetização e no ensino dos menos favorecidos, Paulo desenvolveu ao longo dos anos diversas técnicas de alfabetização dinâmica que foram aplicadas durante seus períodos de forte participação política do inicio da carreira (antes do regime militarista do Brasil) e também já na maturidade profissional quando ligado a diversas administrações petistas em importantes cidades de São Paulo, incluindo a administração de Luiza Erundina já na década de 90.

Por conta de sua forte atuação política de esquerda e suas idéias marxistas Freire foi obrigado a deixar o Brasil durante os anos de chumbo da Ditadura Militar. No Exílio viveu durante um breve período na Bolívia e trabalhou no Chile durante pouco mais de 5 anos, onde dedicou seus trabalhos à questões agrárias chilenas. Lá também dedicou seu tempo a pesquisas de enfoque filosófico-social e aplicou alguns de seus textos para abordagens quanto à educação e também a comunicação na América Latina com destaque ao Brasil. Para Freire a interligação entre a comunicação que chega às massas e a educação existente em um país era latente.

Paulo Freire é ainda hoje base do pensamento da pedagogia brasileira, sua influencia abrange todos os cantos do mundo. Freire foi professor convidado em universidades de prestigio mundial como “Havard e Cambridge”. Atuou no exterior não apenas nas Américas, mais foi responsável pelo desenvolvimento das reformas educacionais em países africanos de colonização portuguesa. Suas obras foram traduzidas para mais de 30 idiomas. É atualmente considerado no Brasil um dos maiores pensadores morto.

  WillWeb wrote @

Natalie, legal o perfil do Paulo Freire. Dá para ter uma noção de sua trajetória, importância e dificuldade no tocante à educação. Só senti a falta de algumas obras vinculadas, bem como os ambientes que serviram de pesquisa! Parabéns!

  Ana Paula de Morais Oliveira e Bruno Bachega Bernardo wrote @

Armand Mattelart e sua comunicação mundial
Nascido em 1.936, o sociólogo belga Armand Mattelard se radicou na França e se especializou no estudo da comunicação mundial. Doutorado em Direito pela Universidade de Lovania, teve sua carreira academica iniciada no ano de 1.962, quando ingressou na Escola de Sociologia da Universidade Católica do Chile, em Santiago, onde permaneceu até sua extradição, durante a ditadura de Augusto Pinochet. Trabalhou também em outras áreas como especialista em desenvolvimento social em programas da ONU, e ainda fez estudos sobre as propostas de políticas de controle da natalidade de algumas instituições à pedido do Vaticano.
Durante a presidência de Salvador Allende, no Chile, tornou-se conselheiro para políticas de comunicação e participou diretamente de projetos de reforma da mídia. Em suas obras e ensaios se dedica ao estudo da mídia, da cultura de massa e da indústria cultural, e também das tecnologias de comunicação, especialmente em sua dimensão histórica e internacional. É co-autor, em parceria com Ariel Dorfman, do clássico estudo “Para ler Pato Donald”, onde falam sobre as estratégias das propagandas imperialistas presentes nas histórias em quadrinhos norte-americanas.
Mattelard conhece, como poucos, os problemas da Comunicação na América Latina, em suas obras existe também uma crítica contundente ao uso que vem sendo dado ao terno “Estudos Culturais” ou “Cultural Studies”, chegando ao que classifica como um “verdadeiro imperialismo metodológico”. Por muitos anos dedicou parte de seus estudos aos fenômenos da comunicação latino-america, sobretudo no Chile e no Brasil, seus trabalhos são referência mundial na área de estudos da comunicação como um todo.
Mattelard aposentou-se no ano de 2.005 na Universidade de Paris VIII, porém ainda é o presidente do Observatório Francês da Mídia. Sempre participativo e colaborativo com o que diz respeito ao bem-estar social, foi um dos assinantes do Manifesto de Porto Alegre, carta desenvolvida em conjunto com outros pensadores, durante o Fórum Social Mundial de 2.005, que propunha doze mudanças no mundo para atingir um mundo mais igualitário, sob o slogan “um outro mundo é possível”. Seu último livro foi escrito em 2.007 e seu título, em francês, é “La globalisation de la surveillance”, porém seu legado é muito amplo e mesmo com seus 74 anos ainda podemos esperar surpresas vindas desse grande estudioso.

  WillWeb wrote @

Ana e Bruno, vejo que procuraram atender bem a estrutura proposta: Uma visão de perfil associada à contribuição e o que há de mais atual. A propósito, onde vcs pesquisaram este autor? Parabéns nesse atapa!

  Jonas Sampaio e Raoni Salgado wrote @

Ludovico Silva (1937 -1988)

Filósofo, poeta e professor universitário. Após terminar seu bacharelado em Caracas (Venezuela), viajou à Europa, aonde estudou Filosofia e Letras em Madrid (Espanha), um ano de Literatura francesa na Sorbonne (França) e um ano de Filologia Romana na Alemanha. Em Madrid, um grupo de estudantes o chamou de Ludovico, apelido que substituiria Luis José, seu nome de batismo. Em 1969 se graduou na Escola de Filosofia da Universidade Central da Venezuela. Na década de 1960 dirigiu e produziu o programa de rádio “A Palavra Livre”. Entre 1964 e 1968 foi secretário geral do Atheneo de Caracas, aonde participou da fundação da revista Papeles. Também foi fundador da revista Lamigal. Foi professor de Filosofia da Escola de Filosofia da Universidade Central da Venezuela, atividade que compartilhou com a criação poética e a reflexão filosófica. Escreveu mais de trinta livros, e tem entre as principais obras: “A Alienação como sistema: Teoria da alienação na obra de Marx” (1983); “A alienação do jovem Marx” (1979); “Anti-manual para uso de Marxistas”, “Marxólogos y Marxianos” (1976) e “Contracultura” (1980).

As metáforas de Ludovico Silva são imprescindíveis no processo de compreensão teórica da Filosofia venezuelana, Ludovico é provavelmente o filósofo mais lúcido da modernidade do país.

Como crítico da Economia Política, Ludovico Silva afirmou que “O capitalista se apodera de uma parte de valor da força de trabalho que na verdade pertence ao dono da força de trabalho; do mesmo modo, o capitalismo através do controle da comunicação de massa e da ‘indústria cultural’ se apodera de uma boa parte da mentalidade dos homens, pois inserta nela, toda uma classe de mensagens que tendem a preservar o capitalismo.”.

Em 2008, durante comemorações dos 20 anos de falecimento de Ludovico Silva, se realizaram fóruns e conferências resgatando pensamentos, obras e estudos do autor, mas como ainda havia a necessidade de estudos mais profundos e prolongados, o Centro de Estudos Latino Americanos Rômulo Gallegos (Celarg), realizou em Maio de 2010 um novo encontro, em que temas como O estilo literário de Marx, e O conceito de Socialismo nas obras de Ludovico Silva, evidenciando a importância do autor, alçado como um dos principais intelectuais do século XX no país.

Fontes:
http://www.aporrea.org/ideologia/n157230.html
http://www.aporrealos.com/~aporrea/forum/viewtopic.php?p=379135&sid=6e1df6d5898b0a45b14791e1620af19f
http://www.celarg.org.ve/Ingles/(FEBRERO)LudovicoSilva.htm

  WillWeb wrote @

Jonas, interessante seu texto, pois “passeia” de modo sintético na trajetória deste autor. Faltou apenas brindar com um título menos dicionarial e mais ligado à comunicação. Parabéns!

  Socorro Grazielly Bezerra Costa wrote @

TRAJETÓRIA DE MUDANÇA

Diego José Pedro Víctor Portales Palazuelos, nasceu em Santiago no Chile , em 16 de junho de 1793, e morreu assassinado em Valparaiso, no Chile, em 06 de junho de 1837 foi um político do Chileno empresário e ministro de Estado, sendo um organizador da política do seu país, sendo visto por muitos como o organizador da República e ditador tirânico. Nascido em uma família rica colonial pertencente à aristocracia chilena.
Em 15 de agosto de 1819 casou-se com sua prima Josefa Portales Larraín, que estava profundamente apaixonado, e teve duas filhas que morreram na infância. Em seguida, começou no comércio, mas mantendo o seu trabalho na Casa da Moeda, doi anos depois com a norte de sua esposa chega a pensar em ser padre jurando nunca mais se casar, se dedicando apenas ao seu trabalho e aos negocios.
Já na sua trajetória política empreendeu uma tarefa que mudou o mundo da política que existia até então. Visualizado quais foram as forças que deve ter: uma aristocracia cansado e com medo depois de uma prolongada anarquia, a Igreja Católica e os militares de Concepción. De uma outra perspectiva conquistou a presidência da República, que era substituir o rei e a coroa espanhola. Acreditando em um governo baseado em princípios impessoais, e não pessoas.
Pode-se dizer que sua preocupação com a teoría da comunicação e o seu grande foco foram os jornais que Portales fundou onde ambos apoiaram espalhar sua conservadora teorias políticas: O Vigia, em Valparaíso, Santiago e com fome, da qual ele criticou o governo de manipulação do jovem.
Portanto conclui-se com palavras de Portales a um amigo antes de entrar para o poder:
“ A política não me interessa, mas como um bom cidadão eu me sinto livre para expressar minhas opiniões e de censura ao governo. Democracia, que é tão alto proclamada pelo iludido é um absurdo em nossos países, como eles são inundados com vícios e com os cidadãos desprovidos de qualquer senso de virtude cívica, o pré-requisito para estabelecer uma República real. Mas a monarquia não é o ideal americano quer, se saímos de um governo terrível apenas para pular de cabeça em outra, o que nós ganhamos? O sistema republicano é o que devemos adotar, mas você sabe como eu interpreto isso de nossos países? Um governo central forte, cujos representantes serão os homens da verdadeira virtude e patriotismo, e que assim pode direcionar os cidadãos no caminho da ordem e do progresso.”
Inormações Recentes:

O corpo de Portales permanece, está desaparecido desde seu assassinato.
Atualmente no Chile há uma Universidade que carrega o nome de Diego Portales.

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Diego_Portales
http://www.udp.cl/
http://www.britannica.com/EBchecked/topic/471043/Diego-Portales

  WillWeb wrote @

Grazielly, parabéns por começar as postagens visando resgatar os teóricos da América Latina. Como vemos, Portales teve seus momentos de desprendimento, mas mostra, tal como no Brasil, uma interface estreita entre política e comunicação!

  WillWeb wrote @

Grazielly, gostei de seu texto, apesar da ligeireza em relação à contribuição para a Comunicação. Creio ser interessante oferecer a literatura que leva o nome deste autor.


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